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Esteja por dentro das normas para elevação de cargas

As operações de elevação de cargas exigem um nível de segurança elevado. As normas para elevação de cargas e as boas práticas de segurança devem ser sempre observadas. As normas NBR 15637 definem os requisitos mínimos de segurança e as recomendações de uso das cintas para elevação.

Veja, a seguir, como realizar a elevação de cargas de acordo com as normas para elevação de cargas e com muito mais eficiência e segurança.

Entenda as novas exigências da NBR 15637

A norma técnica ABNT NBR 15637 regulamenta os critérios para as cintas de elevação de cargas e estabelece a obrigatoriedade da identificação da capacidade de carga a partir na etiqueta do produto.

No final de 2017, a NBR 15637 ganhou novas edições para suas partes 1 (cintas planas), 2 (cintas tubulares com fios sintéticos de alta tenacidade) e 3 (cintas tubulares manufaturadas com fios sintéticos de ultra-tenacidade ), que foram inteiramente reformuladas. As informações sobre requisitos de inspeção, requisitos mínimos de segurança e recomendações de uso ficaram mais detalhadas, distinguindo claramente os procedimentos e itens obrigatórios.

Segundo a norma, a cinta selecionada deve suportar a carga, ser suficientemente forte e ter o comprimento correto para o modo de uso. Ela deve ser produzida totalmente de fios sintéticos de multifilamentos de alta tenacidade, garantidos pelo fabricante como sendo estáveis à luz e à temperatura, com tenacidade maior ou igual a 60 cN/tex.

Quando forem utilizadas cintas com olhais flexíveis, a extensão mínima do olhal para uma cinta a ser usada com gancho deve ser no mínimo três vezes a largura da cinta, para larguras de até 150 mm; duas vezes e meia a largura da cinta, para larguras entre 150 mm e 600 mm; e uma vez e meia a largura da cinta, para larguras entre 600 mm a 1000 mm.

A carga de ruptura admissível para a cinta de fita costurada deve ser tal que ela sustente uma força equivalente a no mínimo 95% da carga de ruptura. A carga mínima de ruptura jamais deve ser levada em consideração no dimensionamento e no uso do produto durante a movimentação.

Atente para a carga máxima exigida

Na seleção e especificação das cintas, deve-se dedicar consideração especial à carga máxima de trabalho exigida, levando-se em conta o modo de uso e a natureza da carga a ser içada. Todas as costuras devem ser feitas com linhas de matéria-prima idêntica à da cinta, com uma máquina de costura de ponto fixo.

Para cargas de 40 t até 1000 t (na vertical), devem ser usadas cintas de alta ou ultra tenacidade, com tenacidade mínima de 150 cN/tex, fator de segurança de 5:1 (mínimo de cinco vezes a CMT) e resistentes a variações de temperatura entre –40ºC a + 100ºC.

Outro requisito importante é o fator de segurança. Aplica-se às cintas sem acessórios um fator de segurança de 7:1 (mínimo de sete vezes à carga máxima de trabalho). Para cintas utilizadas com acessórios, o fator de segurança é de no mínimo 4:1 (mínimo de quatro vezes a CMT), dependendo do acessório.

Observe sempre as informações nas etiquetas

As cintas trazem etiquetas com informações sobre a carga máxima de trabalho (CMT), o Fator de Segurança, a data de fabricação, o comprimento, recomendações de uso (verso) e a norma técnica referente. Essas informações devem estar presentes em local visível e trazer também o nome e CNPJ do fabricante e o responsável técnico. Os equipamentos utilizados jamais podem ultrapassar os limites especificados pelo fabricante nas etiquetas dos produtos.

O fator de segurança deve ser sete vezes maior que a carga de trabalho. Por exemplo, se você utilizar uma cinta com capacidade de resistência vertical de 2 toneladas com fator de segurança 7:1, ela será capaz de suportar uma carga cinco vezes maior na hora da elevação, ou seja, terá uma carga máxima para ruptura de 14 toneladas.

Inspeções periódicas nos equipamentos devem ser determinadas por um responsável qualificado, considerando-se as aplicações, o ambiente, a matéria-prima utilizada, a frequência de uso e questões similares para estabelecer a sua adequação quanto à continuidade de uso. As empresas devem manter os registros dessas inspeções.

Saiba como escolher as cintas de elevação

De manuseio simples, as cintas de elevação facilitam o trabalho do dia a dia e garantem a segurança dos produtos e das pessoas envolvidas nas operações. Para as operações de elevação de produtos, é proibida a utilização de outros equipamentos que não sejam cintas de poliéster ou nylon ou de cabos de aço.

Leves, mas muito resistentes, as cintas de elevação de poliéster são usadas para substituir os cabos de aço na elevação e movimentação de cargas. Por apresentarem a mesma resistência com um peso menor, elas favorecem a ergonomia e contribuem para preservar a saúde dos trabalhadores e evitar lesões. Além disso, as cintas são comercializadas a preços mais acessíveis, com uma excelente relação custo/benefício.

Confeccionada em camada simples ou dupla, a cinta de poliéster possui formato circular que possibilita a sua movimentação mesmo quando ela é girada. Além disso, o seu formato permite a alternância dos pontos de contato, dividindo assim o desgaste aumentando a vida útil do produto.

Todas as cintas de elevação Robustec apresentam fator de segurança 4:1 e são asseguradas pela norma ABNT NBR 15637-1. Além disso, esses equipamentos estão de acordo com os padrões estabelecidos pela ISO 9001:2008.

Você entendeu a importância de se observar as normas para elevação de cargas e utilizar equipamentos adequados? Quer saber mais sobre como utilizar as cintas de elevação? Veja aqui!

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